CONTRIBUIÇÕES DO SETOR HOTELEIRO PARA O DESENVOLVIMENTO DO TURISMO EM NATAL.

AUTORAS

GILBÉRIA DA SILVA LIMA
JARILEIDE CIPRIANO DA SILVA NASI

RESUMO

O objetivo deste trabalho consiste em analisar e discutir o desenvolvimento do turismo e do setor hoteleiro, especificamente na cidade de Natal, que vem contribuindo através de seus avanços, empreendimentos, sofisticações e mão de obra qualificada para a contribuição do aumento turístico e econômico na cidade. Em síntese, esse trabalho contribui para uma compreensão sobre o avanço dos serviços turísticos na capital do Estado, incluindo as modernizações e adequações dos serviços hoteleiros prestados aos turistas.

PALAVRAS-CHAVES: Turismo, Setor Hoteleiro, Econômico e Mão de Obra Qualificada.

INTRODUÇÃO

O artigo busca analisar o Turismo, a partir de uma apresentação das contribuições do setor hoteleiro para o desenvolvimento do Turismo em Natal.
O desenvolvimento do turismo e da atividade hoteleira foi marcado por vários momentos históricos. A hotelaria no decorrer dos anos passou por mudanças significativas, onde diversos serviços foram a ela agregados até que se chegasse a sua concepção atual, em que inovações e facilidades a atividade foram trazidas por processos tecnológicos e aperfeiçoamentos nos produtos e serviços oferecidos. Nestes, foram introduzidos padrões de qualidade cada vez mais específicos e mutáveis, tendo como peça fundamental o fator humano (CASTELLI, 2003).
Com a globalização, o mercado viu-se diante de uma demanda cada vez mais participativa e exigente. Em contrapartida, os meios de hospedagem tiveram que remodelar seus estabelecimentos para atender esse público, necessitando de mão de obra cada vez mais qualificada e preparada. No caso do Brasil, Campos (2003) destaca a criação do Instituto Brasileiro de Turismo (EMBRATUR), e a entrada de grandes redes internacionais de hotelaria, o que contribuiu para a padronização e aumento na qualidade dos serviços. Como Natal trata-se de um destino prioritariamente de sol e mar, agregar a demanda hoteleira é um ponto importante para avaliação, para com isso atrair um número maior de visitantes, assim como aumentar o seu tempo de permanência no local, com isso divulgando-o por meio de uma experiência e comodidade impecável.
A pesquisa justifica-se pelo fato que o turismo é uma área que vem crescendo muito ao longo dos anos, de uma maneira bastante positiva, se tornando cada vez mais contribuinte para o aumento econômico de um país. Em relação ao turismo de Natal, os principais atrativos trabalhados na venda do destino são sol e mar. Na verdade, isso não se torna uma questão negativa, já que são recursos naturais e abundantes do Estado. Com esses recursos levam-se as diversificações presentes que são ofertadas, nisso o setor hoteleiro destaca-se através de grandes parcerias, facilitando o acesso e comodidade aos hospedes por meio de uma infraestrutura qualificada e de acesso, contribuindo diretamente para a economia e o avanço da atividade turística, além de um controle da demanda por meio das parcerias.
Assim sendo, o objetivo central deste trabalho propõe-se em analisar o crescimento da economia na cidade de Natal, através da contribuição do setor hoteleiro, juntamente com o avanço da atividade turística, avaliando os métodos usados em contribuição para o aumento da economia e do turismo em Natal. Para tal alcance do objetivo, foi necessário observar e analisar o potencial turístico de Natal e a contribuição dos hotéis por meio da demanda, para analisar se condiz variável entre o estável e/ou crescente. Ler mais

NATAL NO CONTEXTO HISTÓRICO DO RN E DO BRASIL

Msc. Marília Medeiros Soares

 

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Ponta Negra em 1955

Devido a algumas peculiaridades, como a localização no extremo leste do estado e algumas barreiras naturais (as dunas, o rio e o mar), a cidade de Natal, fundada em 25 de dezembro de 1599, não teve grande importância no processo de povoamento e ocupação do Rio Grande, que se concentrou no interior do estado (CLEMENTINO, 1995). Devido a esse fato o processo de desenvolvimento da cidade foi lento, possuindo no ano de 1805, de acordo com Cascudo (1999), 6.393 habitantes.

O Rio Grande (do Norte), como os demais estados nordestinos, também teve como primeira atividade econômica a cana-de-açúcar, entretanto essa atividade não adquiriu a expressividade que tinha nos estados vizinhos. A economia potiguar baseou-se na criação extensiva de gado, que tinha a função de abastecer o litoral com carne e leite, além de fornecer força motriz para os engenhos.

As primeiras fazendas de criatório foram implantadas no sertão no início do século XVIII, sendo a criação de gado responsável pela ocupação das principais freguesias do interior (Felipe et al., 2006). Pelo fato de ser criado no sertão e levado para o litoral o gado percorria longos caminhos, o que requeria condições naturais propícias (relevo, vegetação, hidrografia), mesmo assim exigindo paradas para descanso e alimentação. Devido a essa necessidade, surgiram no decorrer do caminho dos vaqueiros locais de pouso, onde existia certa estrutura de currais, com água e pasto para os animais. Dessa função surgiram diversas cidades no interior do estado, como Currais Novos e Pau dos Ferros. A pecuária também induziu à criação de “oficinas” de carne seca, locais onde o gado era abatido, a carne salgada e o couro curtido. Uma cidade que possuía essa característica era Mossoró.

A prosperidade dessa atividade econômica foi alterada em 1845, quando ocorreram sucessivas secas que dizimaram boa parte do rebanho e redirecionaram a produção econômica para a cana-de-açúcar no litoral e o algodão no interior. Entretanto, não se pode esquecer que a criação de gado nunca deixou de existir no interior do estado.

A cultura do algodão ganhou espaço, mas não atingiu a pecuária, já que o caroço do algodão servia como alimento para o gado e essas duas atividades se completavam. Nesse período a população do estado atingia os 100.000 habitantes, tendo em sua divisão política Natal como cidade e mais 13 vilas, entre elas a de Vila do Príncipe, atual Caicó (FELIPE et al., 2006).

O escoamento da produção em toda a região nordeste se dava através de portos localizados nas capitais, entretanto em Natal, devido às barreiras físicas que circundavam a cidade e aos obstáculos que dificultavam o acesso de navios de grande porte ao porto, essa função não foi exercida a contento. Dessa forma, Natal, apesar de ser a capital do estado, não possuía uma importante função econômica. Nesse cenário, em função da produção algodoeira do sertão, surgiu Mossoró (segunda cidade do estado) como centro de comércio e administração, e algum tempo depois como empório comercial.

Mesmo já havendo uma produção açucareira, foi somente a partir de meados do século XIX que essa indústria passou a ter uma maior importância econômica, sendo o litoral a região mais propícia a essa cultura. Como a produção ficou nas mãos de uma elite que, em parte, já residia ou passou a residir em Natal, e começou a ocupar os espaços políticos do estado, a cidade começou a adquirir, a partir de então, certa importância no contexto econômico e político do estado.

Foi somente a partir da mudança do regime monárquico para o republicano (1889) que a elite açucareira, que se concentrava no litoral, monopolizou as instituições governamentais do estado, intervindo no sentido de dotar Natal de uma infraestrutura que propiciasse seu desenvolvimento econômico. Para tal foram feitos investimentos em políticas de higienização e embelezamento físico, havendo modernização urbana e uma reforma do porto da cidade (FELIPE; CARVALHO; ROCHA, 2006).

 

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Teatro Carlos Gomes,no bairro da Ribeira Ler mais